Tecnologias em alta

As escolas estão incorporando à sala de aula tecnologias em alta, como a inteligência artificial, a realidade virtual e a realidade aumentada, com o objetivo de promover métodos de ensino e experiências de aprendizagem mais inovadoras e envolventes.

82%

dos professores nos EUA acham que o uso da tecnologia prepara melhor os alunos para o mercado de trabalho.

Tech & Learning, 2017

48%

dos professores na Austrália têm grande interesse em se desenvolver profissionalmente usando a aprendizagem digital para engajar os alunos.

Pearson Education, 2017

8 in 10

professores na Nova Zelândia dizem que as tecnologias digitais têm um impacto positivo no desempenho dos alunos.

Research New Zealand, 2018

Conheça as tendências da educação por país

Da Austrália aos Estados Unidos e aos países nórdicos, veja como a educação está evoluindo em todo o mundo.

Resumo das tendências globais de educação

Saiba quais tendências, atuais e futuras, estão moldando o cenário global da educação.

Veja o relatório global

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Tecnologias em alta

Entrevista com Michael Bodekaer Jensen

Fundador, Labster

Michael Bodekaer Jensen

Como você vê a evolução da realidade virtual nos próximos 10 anos? Como isso poderá afetar o ensino em sala de aula?

O hardware de realidade virtual continuará melhorando drasticamente nos próximos 10 anos. Com o aumento do desempenho e da resolução visual, será impossível distinguir entre o mundo real e o virtual, não haverá mais qualquer diferença, enquanto os fones de ouvido multifuncionais oferecerão maior isolamento acústico e conforto por menos de US$ 100. Também veremos o predomínio de outros recursos, como as luvas táteis, que tornarão a experiência ainda mais imersiva. A combinação da aprendizagem por RV colaborativa em tempo real com traduções instantâneas para centenas de idiomas mudará por completo o conceito de "sala de aula" para o de "aulas globais virtuais".

Se isso for bem usado, dará aos educadores a oportunidade de oferecer experiências aos alunos que não eram possíveis antes. Já pensou em poder aprender ciências na Estação Espacial Internacional com alunos do mundo inteiro? Ou ficar do tamanho de uma fita de DNA para manipular as moléculas de forma colaborativa e interativa? Ou até mesmo viajar no tempo para conhecer a Roma antiga e vivenciar a simulação de eventos históricos importantes? Tudo isso com a segurança da sala de aula física.

Na sua opinião, por que as tecnologias em alta, como a realidade virtual, ganharam tanta força e despertaram tanto interesse nos últimos anos?

Embora o conceito de RV não seja particularmente novo, os avanços tecnológicos nos últimos anos agora estão possibilitando produzir equipamentos de RV mais baratos e de maior qualidade para proporcionar uma experiência imersiva confortável para o usuário. Ainda que haja muito espaço para melhorias, a RV está perto de dar um passo importante devido: 1) aos aprimoramentos tecnológicos contínuos combinados com 2) a qualidade cada vez maior do conteúdo desenvolvido especificamente para RV e 3) a pesquisa que comprova a eficácia da RV na educação. No ano passado, a Universidade Estadual do Arizona lançou o primeiro curso de biologia totalmente on-line do mundo usando RV. Essa colaboração entre a universidade, o Google e a empresa Labster deu aos alunos remotos o acesso para realizar experimentos de laboratório em RV, o que simplesmente não era possível antes. Os alunos podem acessar o laboratório quando for mais conveniente e ficar o tempo que precisarem. O curso tem sido um grande sucesso e já tem milhares de alunos.

Qual é o melhor exemplo que você já viu de aplicação da realidade virtual na educação?

No ano passado, a Universidade Estadual do Arizona lançou o primeiro curso de biologia totalmente on-line do mundo usando RV. Essa colaboração entre a universidade, o Google e a empresa Labster deu aos alunos remotos o acesso para realizar experimentos de laboratório em RV, o que simplesmente não era possível antes. Os alunos podem acessar o laboratório quando for mais conveniente e ficar o tempo que precisarem. O curso tem sido um grande sucesso e já tem milhares de alunos.

Dan Lindquist
Tecnologias em alta

Entrevista com Dan Lindquist

Gerente de produto do Expedições, Google

Como você vê a evolução da realidade virtual nos próximos 10 anos? Como isso poderá afetar o ensino em sala de aula?

Nos últimos anos, a realidade virtual passou por muitas mudanças. A tecnologia evoluiu, e as empresas estão entendendo melhor quais aplicativos usar com a RV. Quando apareceu pela primeira vez para o consumidor, a RV era usada principalmente em jogos e entretenimento. Agora estamos vendo uma migração para casos de uso mais pragmáticos na educação e nos negócios, como na arquitetura.

Acho que haverá uma grande queda dos preços de hardware para dispositivos de RV nos próximos anos, o que criará mais oportunidades para as escolas integrá-los ao portfólio de tecnologia delas. Apesar da redução nos preços, os dispositivos serão mais avançados, com telas de maior resolução e processadores mais rápidos. Isso acontecerá simultaneamente ao lançamento das redes 5G de alta velocidade, o que contribuirá para ambientes de RV mais imersivos e sofisticados, aumentando muito a sensação dos usuários de que estão mesmo em outro lugar.

Na educação, a RV será usada para oferecer aos alunos experiências que hoje são difíceis ou impossíveis de proporcionar. Por exemplo, com o Expedições, os alunos conhecem lugares distantes sem a complexidade logística de uma viagem real e, com empresas como a Labster, têm acesso a laboratórios completos sem comprar qualquer equipamento ou material. Cada vez mais veremos aplicativos como esses, capazes que diversificar as experiências dos alunos com equipamentos para salas de aula altamente específicos e mais baratos.

Na sua opinião, por que as tecnologias em alta, como a RV e a RA, ganharam tanta força e despertaram tanto interesse nos últimos anos?

A RV e a RA abriram novos caminhos para o engajamento dos alunos como nunca foi possível antes. Eles podem estudar réplicas praticamente idênticas de objetos ou ambientes, o que satisfaz a curiosidade e os instiga a fazer perguntas com base no que estão observando. O maior engajamento ajuda os alunos a assimilar e consolidar melhor o conhecimento sobre um tópico.

Os professores também adoram ver como os alunos ficam empolgados quando usam a RV e a RA na sala de aula. Por isso, estão encontrando diversas novas maneiras de incorporar a tecnologia às lições. Conforme cada vez mais professores descobrem como fazer essa integração, fica mais fácil para outros professores fazerem o mesmo.

Como a realidade virtual pode ser usada com eficiência na sala de aula? Quando esse uso é inadequado?

Adoramos ver a RV integrada como uma forma de ampliar um plano de aula já elaborado e torná-lo mais interativo em vez de substituir uma lição. Os professores que usam a RV com eficiência conduzem a turma por essa experiência ao criar um contexto que será examinado e aprofundado pelos alunos via RV.

Também recomendamos que os professores mantenham os alunos engajados durante a experiência de RV. Às vezes pode ser difícil fazer os alunos prestarem atenção à lição quando estão explorando o ambiente de RV. Aconselhamos deixar os alunos trabalharem sozinhos por um ou dois minutos e depois tirarem os fones de ouvido para responder a perguntas e interagir. Isso ajuda os alunos a consolidar o que aprenderam com a experiência e a manter a atenção deles do início ao fim.

Qual é o melhor exemplo de aplicação da realidade virtual na educação que você já viu?

Visitamos uma sala de aula onde os alunos estavam aprendendo sobre arqueologia e civilizações antigas. O professor começou contando aos alunos a história das antigas civilizações mesoamericanas. Após conhecerem um pouco do assunto, ele mostrou aos alunos um tour de realidade virtual por Chichén Itzá para que vissem e conhecessem as ruínas.

Depois disso, o professor passou a falar sobre a prática da arqueologia e como os arqueólogos podem fazer deduções estudando os artefatos que uma civilização deixou para trás. Ele explicou que os componentes de um artefato podem nos dizer algumas coisas. Por exemplo, a descoberta de uma ponta de flecha sugere que uma civilização usava arcos para caçar.

Em seguida, ele usou a realidade aumentada para mostrar uma série de artefatos mesoamericanos na sala de aula e pediu para os alunos dizerem o que era possível aprender sobre a civilização de cada artefato. Os alunos puderam observar os objetos de todos os ângulos, como se estivessem ali mesmo na sala de aula, e examiná-los em primeira mão.

O professor fez um excelente trabalho ao usar a RA e a RV para atingir os objetivos de aprendizagem daquelas lições.

Descreva a realidade virtual em até 10 palavras.

O mais perto que chegaremos do teletransporte ou de uma máquina do tempo.

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Resultados da pesquisa "Future of the Classroom" (O futuro da sala de aula) nos Estados Unidos

Veja os resultados da pesquisa "Future of the Classroom" nos Estados Unidos com a Dra. Karen Correia da Silva e a equipe dela em parceria com o Google for Education.

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