Pensamento computacional

Os currículos com foco na solução de problemas, na programação e no ensino de ciências, tecnologia, engenharia e matemática preparam os alunos para enfrentar os desafios futuros. Para eles já começarem da melhor forma possível, as escolas estão incentivando o desenvolvimento de um conjunto de habilidades técnicas.

92%

dos empregos do futuro no mundo exigirão habilidades digitais.

ZDNet, 2018

93%

dos professores norte-americanos acham que a introdução do pensamento computacional nos ensinos fundamental e médio desenvolve a capacidade de solucionar problemas e o conhecimento sobre algoritmos.

Pew Research Center, 2018

40%

dos novos estudantes na Alemanha estão se matriculando em cursos nas áreas de STEM porque as profissões associadas são vistas como "garantia de emprego".

Secretaria de Estatísticas Trabalhistas dos Estados Unidos, 2012

Conheça as tendências da educação por país

Da Austrália aos Estados Unidos e aos países nórdicos, veja como a educação está evoluindo em todo o mundo.

Resumo das tendências globais de educação

Saiba quais tendências, atuais e futuras, estão moldando o cenário global da educação.

Veja o relatório global

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Pensamento computacional

Entrevista com Chris Stephenson

Diretora de Estratégia do Ensino da Ciência da Computação, Google

Chris Stephenson

O que você acha que mudará no ensino de ciência da computação na próxima década? Qual será a diferença em relação a hoje?

A ciência da computação está passando por uma mudança enorme. Acredito que essa tendência se manterá e será acelerada. Os últimos dez anos foram marcados por grandes melhorias nos ambientes de aprendizagem de ciência da computação, como o uso cada vez maior da metodologia de programação em blocos. Mais do que isso: o foco em engajar todos os alunos reforçou que a importância não está só no que ensinamos, mas em como fazemos isso. A adoção de métodos e técnicas de ensino envolventes e baseados em pesquisa continuarão contribuindo para despertar o interesse em aprender. Daqui a 10 anos, eu gostaria que estivéssemos desenvolvendo as habilidades computacionais necessárias para que todos prosperassem na economia global.

Como é possível avaliar se o ensino de ciência da computação e de STEM são de qualidade? Como saber quando eles são ineficazes?

Como em qualquer outra matéria, a sala de aula de ciência da computação ou de STEM é o lugar onde todos estão totalmente envolvidos na aprendizagem. Seja qual for a carreira que eles queiram seguir, os alunos estão aprendendo a resolver problemas e criar soluções usando ferramentas e estratégias do mundo real. Nessas áreas, sabemos que algo não vai bem quando os alunos não representam a diversidade populacional. Então, nosso maior desafio é saber quem não está ali, quais alunos não estão tendo essas oportunidades e terão dificuldades nessas matérias no futuro.

Quais são as peças fundamentais para a qualidade do ensino de ciência da computação nas escolas?

Na minha opinião, a base de tudo é a mesma de qualquer outra disciplina. Em primeiro lugar, professores capacitados que demonstrem entusiasmo pelo assunto e tornem o conteúdo útil e interessante para todos. Com isso, os alunos participam, se sentem motivados e aprendem. E, por fim, todos precisam ter acesso às ferramentas de apoio ao processo de ensino e aprendizagem.

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Entrevista com Dr. Tim Bell

Professor, Universidade de Canterbury

Você percebeu alguma evolução no ensino de ciência da computação nos últimos anos?

A maior diferença é que agora não ensinamos mais da mesma forma, porque queremos alcançar não só quem já gosta da área. Além disso, a computação hoje é muito mais centrada no usuário. Entre as décadas de 1970 e 1980, precisávamos dividir o mesmo computador, que era um recurso limitado na época. Agora temos vários computadores à disposição e estamos mais exigentes na hora de comprar. Por isso, a experiência do usuário é tão importante. Nesse novo cenário, os desenvolvedores de software centrados no usuário são cada vez mais valorizados, e oferecer experiências diferenciadas está se tornando prioridade. Na educação, essa mudança oferece a um grupo mais amplo de alunos a oportunidade de atuar na área. Mas é claro que ainda temos um longo caminho pela frente.

O que você acha que mudará no ensino de ciência da computação na próxima década? Qual será a diferença em relação a hoje?

Não posso prever o futuro, mas naquele que eu inventaria, todos os cidadãos seriam capacitados para participar de um mundo cada vez mais digital. Além de criar novas tecnologias, precisaremos tomar boas decisões ao usar e controlar cada uma, seja mídia social, IA ou computação quântica. A sociedade precisará estar bem informada, e o ensino de ciência da computação é necessário para isso.

Como é possível avaliar se o ensino de ciência da computação e de STEM são de qualidade? Como saber quando eles são ineficazes?

Quando o ensino é de qualidade, os professores se sentem confiantes e sabem por que estão ensinando aquele conteúdo. Quando é ineficaz, nem todos têm acesso a recursos de qualidade e professores seguros e competentes.

Quais são as peças fundamentais para a qualidade do ensino de ciência da computação nas escolas?

É necessário ter o apoio dos colegas e das instâncias superiores, como a direção escolar e os órgãos do sistema educacional. Os professores precisam ter a chance de aprender a ensinar a matéria. Não só saber programação, mas como dar aulas sobre o assunto. Essa é uma grande mudança, e os recursos para isso (tempo e dinheiro) geralmente são escassos na maioria dos sistemas educacionais.

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Entrevista com Markus Hohenwarter e Stephen Jull

Fundador/CEO e COO, GeoGebra

Você percebeu alguma evolução no ensino de ciências, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, na sigla em inglês) nos últimos anos?

Essa sigla já é conhecida no mundo inteiro, o que indica a valorização e a importância cada vez maior dessas matérias no currículo. Preciso dizer que a inclusão das artes, mudando a sigla para STEAM, trouxe muitos alunos que nunca imaginaram um dia gostar de ciências exatas, porque eles geralmente pensam que essa área é só para quem é bom em matemática. Para a GeoGebra, a matemática está em todos os lugares, em todas as disciplinas criativas e é fundamental para fazer descobertas e promover a inovação. E quem não gosta de descobrir coisas novas?

O que você acha que mudará no ensino de STEM na próxima década? Qual será a diferença em relação a hoje?

A maior reclamação dos alunos ainda é a relevância do que aprenderam na escola para o dia a dia, hoje e no futuro. Pensando nisso, eles estão começando a valorizar mais as áreas de STEM, porque usam, criam e influenciam tecnologias no mundo inteiro. As escolas têm a oportunidade de incorporar ao processo educativo esse interesse e a competência no aprendizado de tecnologia. Na GeoGebra, desenvolvemos descobertas de aprendizagem relacionadas às áreas de ciências, tecnologia, engenharia e matemática. Para nós, talvez a maior mudança venha com o impacto das tecnologias de RA, como o app de realidade aumentada 3D da GeoGebra. Com ele, descobrimos na prática as propriedades físicas e matemáticas do mundo à nossa volta. Quando o aluno entra em um Cubo Cósmico em transformação com a tecnologia de RA após ler "Uma Dobra no Tempo" em outra aula, ele acaba entendendo a teoria do 4D de uma forma que não era possível até agora.

Conte sobre o melhor exemplo de ensino de STEM que você já viu na prática.

Essa é uma pergunta impossível de responder. São tantos casos que seria impossível escolher um. A saída mais fácil seria dar um exemplo da comunidade global de professores e alunos da GeoGebra, mas falarei sobre um projeto interessante de viagem especial: Lego no Espaço (ou quase lá, nesse caso), feito por alunos de Toronto. Quando o projeto de STEM de um aluno tem quase três milhões de visualizações, você sabe que está no caminho certo. Em uma nova missão, o próximo passo seria enviar um smartphone para coletar os dados do sensor e depois capturar e transmitir a viagem no GeoGebra.

Quais são as peças fundamentais para a qualidade do ensino de ciências, tecnologia, engenharia e matemática nas escolas?

O ponto em comum das melhores escolas são os professores, que transmitem aos alunos a alegria e paixão que têm por aprender. A tecnologia não é essencial para que o ensino de STEM seja envolvente e de alta qualidade. Mas com ótimos professores, um ambiente de aprendizagem solidário e participativo e a melhor tecnologia, tudo ficar mais interessante.

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Resultados da pesquisa "Future of the Classroom" (O futuro da sala de aula) nos Estados Unidos

Veja os resultados da pesquisa "Future of the Classroom" nos Estados Unidos com a Dra. Karen Correia da Silva e a equipe dela em parceria com o Google for Education.

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